Agosto
O Encontro Formativo em Letramento Racial constitui um espaço de formação crítica, produção coletiva de conhecimento e fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial. Realizado no Leão Etíope do Méier, reconhece esse território como um patrimônio vivo da memória negra carioca, onde cultura, ancestralidade, organização comunitária e produção intelectual se entrelaçam na construção de uma sociedade mais democrática.
Ao reunir representantes do poder público, universidades, movimentos sociais, coletivos culturais e lideranças negras, o encontro promove o diálogo entre diferentes formas de conhecimento, valorizando as epistemologias afro-brasileiras como fundamentos para o enfrentamento do racismo estrutural, do apagamento histórico e das desigualdades raciais.
A participação de Nei Lopes representa a afirmação da produção intelectual negra como patrimônio nacional. Sua obra evidencia que literatura, música, história, oralidade e pesquisa constituem instrumentos fundamentais para preservar a memória coletiva, fortalecer identidades e inspirar políticas públicas comprometidas com a justiça racial.
A formação em letramento racial constitui instrumento fundamental para a compreensão das estruturas históricas e contemporâneas do racismo e para o fortalecimento da capacidade da sociedade de reconhecer, enfrentar e superar as desigualdades raciais. O Brasil possui uma dívida histórica relacionada ao período escravista e às desigualdades que permanecem incidindo sobre a população negra em diferentes dimensões da vida social, incluindo educação, cultura, renda, moradia, participação política e acesso a direitos. Nesse contexto, a Lei no 10.639/2003, ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, representa importante marco para a construção de uma educação antirracista. Entretanto, sua implementação demanda formação permanente, produção de conteúdos, valorização dos saberes afro-brasileiros e articulação entre escolas, universidades, comunidades e políticas públicas. No Jacarezinho, essa discussão ganha dimensão territorial específica. A história da comunidade está associada à resistência negra, à cultura periférica, às expressões artísticas urbanas, às formas de organização comunitária e às lutas pelo direito à cidade. O OcupArte Jaca acrescenta à proposta a potência da cultura urbana e das linguagens artísticas como ferramentas de formação, comunicação, pertencimento e transformação social. Assim, o encontro parte da compreensão de que letramento racial não é apenas transmissão de conceitos, mas desenvolvimento de instrumentos para interpretar a realidade, reconhecer desigualdades, valorizar identidades, disputar narrativas e participar da construção de políticas públicas.
Agosto
O 5o Encontro Formativo em Letramento Racial – Reparação, Memória e Políticas Públicas de Igualdade Racial constitui uma ação formativa e de articulação territorial voltada à ampliação do conhecimento sobre as relações étnico-raciais, à valorização da memória e do patrimônio afro-brasileiro e à compreensão das políticas públicas destinadas à promoção da igualdade racial.
A iniciativa parte do reconhecimento de que o enfrentamento ao racismo exige processos permanentes de formação, diálogo e construção coletiva de conhecimentos, envolvendo instituições de ensino, poder público, movimentos sociais, comunidades tradicionais, agentes culturais, pesquisadores, estudantes e demais atores do território.
Nesse sentido, o encontro propõe aproximar universidades, escolas, NEABIs, gestores públicos e organizações da sociedade civil, criando um espaço de circulação de saberes acadêmicos, comunitários, tradicionais e culturais.
Julho
O Seminário Nacional Aquilomba HUB na FLIP integra as ações estratégicas do Projeto Aquilomba HUB, desenvolvido em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, tendo como propósito fortalecer processos permanentes de letramento racial, articulação territorial, formação cidadã e incidência em políticas públicas de igualdade racial.
Realizado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), o seminário transforma a literatura negra em espaço privilegiado de produção de conhecimento, valorização da memória afro-brasileira e construção coletiva de estratégias para o enfrentamento do racismo estrutural.
A proposta parte do entendimento de que a literatura produzida por autoras e autores negros constitui instrumento fundamental de preservação da memória, afirmação identitária, fortalecimento comunitário e formulação de novas perspectivas para a democracia brasileira. Mais do que um encontro literário, o seminário pretende consolidar um espaço nacional de diálogo entre governo, universidades, movimentos sociais, intelectuais, artistas, gestores públicos e lideranças comunitárias comprometidas com a promoção da igualdade racial.
Ao reunir representantes do poder público, universidades, movimentos sociais, coletivos culturais e lideranças negras, o encontro promove o diálogo entre diferentes formas de conhecimento, valorizando as epistemologias afro-brasileiras como fundamentos para o enfrentamento do racismo estrutural, do apagamento histórico e das desigualdades raciais.
A participação de Nei Lopes representa a afirmação da produção intelectual negra como patrimônio nacional. Sua obra evidencia que literatura, música, história, oralidade e pesquisa constituem instrumentos fundamentais para preservar a memória coletiva, fortalecer identidades e inspirar políticas públicas comprometidas com a justiça racial.
Mais do que um encontro formativo, esta iniciativa reafirma o compromisso institucional com a educação para as relações étnico-raciais, com a valorização dos territórios culturais negros e com a construção de uma agenda permanente de memória, reparação e participação social.
Julho
O Encontro Formativo em Letramento Racial constitui um espaço de formação crítica, produção coletiva de conhecimento e fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial. Realizado no Leão Etíope do Méier, reconhece esse território como um patrimônio vivo da memória negra carioca, onde cultura, ancestralidade, organização comunitária e produção intelectual se entrelaçam na construção de uma sociedade mais democrática.
Ao reunir representantes do poder público, universidades, movimentos sociais, coletivos culturais e lideranças negras, o encontro promove o diálogo entre diferentes formas de conhecimento, valorizando as epistemologias afro-brasileiras como fundamentos para o enfrentamento do racismo estrutural, do apagamento histórico e das desigualdades raciais.
A participação de Nei Lopes representa a afirmação da produção intelectual negra como patrimônio nacional. Sua obra evidencia que literatura, música, história, oralidade e pesquisa constituem instrumentos fundamentais para preservar a memória coletiva, fortalecer identidades e inspirar políticas públicas comprometidas com a justiça racial.
Mais do que um encontro formativo, esta iniciativa reafirma o compromisso institucional com a educação para as relações étnico-raciais, com a valorização dos territórios culturais negros e com a construção de uma agenda permanente de memória, reparação e participação social.
Junho
Nos reunimos aqui com uma missão urgente: resgatar a nossa história para proteger o nosso futuro. O tema central deste ano é: “A Marcha de Stonewall: De Craig Rodwell, Madame Satã a Jorge Lafond — O Apagamento de Lideranças Pretas LGBT”. Muitas vezes, a história oficial nos diz que o movimento LGBT começou em Nova Iorque, em Stonewall. Lá, o ativista Craig Rodwell entendeu que era preciso criar uma marcha anual. O objetivo dele era simples: não deixar o mundo esquecer a nossa força e a nossa memória. Mas quando olhamos para o Brasil, e especialmente para o Rio de Janeiro, percebemos um grave apagamento. A nossa resistência sempre teve cor. Ela sempre foi preta. No entanto, o racismo tentou apagar o valor político dos nossos maiores ícones. Transformaram Madame Satã, uma das maiores forças de resistência da Lapa, apenas em um “malandro perigoso”. Transformaram Jorge Lafond, que abriu portas gigantescas na televisão brasileira, apenas em um “personagem de humor caricato”. A história oficial roubou deles o título de líderes políticos.Esse apagamento não ficou no passado. O racismo e a LGBTfobia continuam operando hoje. Eles decidem quem tem acesso ao mercado de trabalho, quem recebe verba pública e quem é lembrado. É por isso que este Encontro das Cores não é apenas um espaço de fala. É um espaço de ação pedagógica e política.
Maio
O Encontro Formativo em Letramento Racial propõe um espaço de formação, diálogo e construção coletiva sobre os desafios históricos e contemporâneos da população negra brasileira, articulando memória, justiça racial e fortalecimento das políticas públicas de igualdade racial.Inspirado nas reflexões sobre o 14 de Maio — marco simbólico da continuidade das desigualdades após a abolição formal da escravidão — e na celebração do 25 de Maio, Dia da África, o encontro pretende fortalecer práticas antirracistas, ampliar o debate público e promover a articulação entre governo, universidade e sociedade civil. O evento reunirá representantes institucionais, pesquisadores, movimentos sociais, educadores, estudantes, lideranças comunitárias e agentes culturais em mesas temáticas, rodas de diálogo e ações formativas.
Realizado por meio de um convênio entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a FUNTEC. A execução operacional das metas detalhadas nos documentos cabe ao Instituto Usina Social (IUS), uma organização da sociedade civil com vasta experiência em políticas públicas culturais e mobilização social.