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1º Encontro de Letramento Racial

Da Abolição Inconclusa à Construção da Igualdade Racial

O Encontro Formativo em Letramento Racial propõe um espaço de formação, diálogo e construção coletiva sobre os desafios históricos e contemporâneos da população negra brasileira, articulando memória, justiça racial e fortalecimento das políticas públicas de igualdade racial.Inspirado nas reflexões sobre o 14 de Maio — marco simbólico da continuidade das desigualdades após a abolição formal da escravidão — e na celebração do 25 de Maio, Dia da África, o encontro pretende fortalecer práticas antirracistas, ampliar o debate público e promover a articulação entre governo, universidade e sociedade civil. O evento reunirá representantes institucionais, pesquisadores, movimentos sociais, educadores, estudantes, lideranças comunitárias e agentes culturais em mesas temáticas, rodas de diálogo e ações formativas.

🎯Objetivo Geral: Promover formação crítica em letramento racial, fortalecendo o debate sobre reparação histórica, memória negra e políticas públicas de igualdade racial. Objetivos Específicos Debater os impactos históricos e sociais da abolição inconclusa.Valorizar as contribuições africanas e afro-brasileiras para a formação do país. Fortalecer ações de educação antirracista e cidadania ativa. Incentivar o diálogo entre poder público, universidade e sociedade civil. Estimular a formulação e o monitoramento de políticas públicas de igualdade racial. Produzir articulação institucional e comunitária em defesa da democracia racial e dos direitos humanos.

Mesa 1 — Reparação: A Abolição Inconclusa e os Desafios do Presente

Prof Paulo César Cardoso

Doutorando em Educação no Programa de Pós- Graduação em Educação, Demandas e Populares e Contextos Contemporâneos da UFRRJ ; Mestre em Relações Étnico-Raciais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais do CEFET - RJ; Licenciado em História pelo Centro Universitário Geraldo di Biase - UGB/FERP; Professor da Rede Estadual de Educação do RJ, atualmente é Diretor Geral do C.E. Senador Paulo Fernandes, onde também coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasieleiros e Indígenas ( NEABI ODARA)

Meste Geraldinho Jongo Di Volta

É jongueiro, poeta, compositor, arte-educador, produtor cultural de Volta Redonda. Fundador do grupo Jongo di Volta, criado em 11 de maio de 2015, desenvolve trabalhos voltados à valorização da cultura afro-brasileira, das tradições populares e da memória ancestral do povo negro. Sua trajetória artística envolve a realização de rodas de jongo, saraus, oficinas culturais, apresentações musicais, atividades educativas e ações de formação cultural em escolas, praças, centros culturais e eventos comunitários. Atua na preservação e difusão de manifestações como o jongo, a capoeira, o samba de roda, o coco e outras expressões da cultura popular brasileira. Também desenvolve trabalhos na literatura e na poesia, com produções autorais voltadas à identidade cultural, ancestralidade, resistência e valorização das manifestações populares. Seu trabalho possui forte atuação social e comunitária, promovendo inclusão, formação cultural e fortalecimento das tradições afro-brasileiras na região Sul Fluminense.

Juliana Sampaio

Assessora de Promoção da Igualdade Racial de volta redonda. Psicóloga e mestre em cultura e territorialidade pela UFF . Agente territorial do MIR"

Mesa 2 — Memória: Ancestralidade, Cultura e Identidade Negra

Dona Fatinha do Jongo de Pinheiral

Mulher negra, jongueira, militante, professora reconhecida pela UFF como Notorio Saber e é da Comunidade Jongueira de Pinheiral-RJ Comunidade está certificada como quilombo pela Fundação Palmares, o Jongo é Patrimônio IMATERIAL do Brasil desde 200y5 e o Jongo de Pimheiral Patrimônio IMATERIAL do Estado do Rio, cujo trabalho de coordenação e condução são pertinentes à Mestra e à Comunidade.

Renata Ferreira

Gestora pública de cultura, animadora cultural da SEEDUC-RJ, coordenadora do Memorial Zumbi e das galerias de arte da Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda.

Claudia Martins

Professora de Língua Portuguesa de Literatura do Instituto Federal do Rio de Janeiro, campus Volta Redonda. Coordenadora do NEABI. Pós-graduanda em Africanidades pela Fundação Anhanguera.

Mesa 3 — Políticas Públicas de Igualdade Racial

Luiz Kaya

Gestor e coordenador de Promoção de Políticas de Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Barra do Piraí, ativista social, escritor e articulador cultural, com atuação voltada à defesa dos direitos humanos, valorização das culturas afro-brasileiras, promoção da equidade racial e fortalecimento das comunidades tradicionais de terreiro. Representante do Coletivo Mojubá Comissão de Terreiros do Sul Fluminense Polo Barra do Piraí, atua na construção de políticas públicas, ações afirmativas e iniciativas de democratização da cultura, promovendo o diálogo entre poder público, movimentos sociais e populações historicamente vulnerabilizadas. Também integra espaços institucionais de participação social, sendo membro do Conselho LGBTQIAPN+ e do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial. Sua trajetória é marcada pelo combate ao racismo religioso, fortalecimento da ancestralidade afro-diaspórica e desenvolvimento de ações culturais, educativas e sociais de impacto no território fluminense.

Nancy Lamenza Sholl da Silva

Psicóloga, arte terapeuta. Profa. Adjunta da UFF/ Volta Redonda, mestrado em saúde mental, doutorado em estudos latino-americanos. Coordenadora do programa de extensão Núcleo de Atenção às Violências Estruturais/ NAVE, Co-coordenadora do NEABI UFF/ Volta Redonda.

Isabela Marques

Mãe de 3, Assistente Social, Pesquisadora do Plano Integrado de Saúde nas Favelas da FioCruz, Gestora de Projetos da Casa da Criança e do Adolescente, Liderança do Fórum de Mulheres Negraa de Volta Redonda, Integrante da Equipe de Projetos do Clube Palmares.

Pai Sid

É gestor público, produtor cultural e Pai Pequeno do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia. Com um perfil de liderança voltado à preservação das tradições de matriz africana e à formulação de políticas públicas, seu currículo destaca-se pela sólida articulação institucional e territorial no Sul Fluminense. Servidor público do Estado do Rio de Janeiro, atuou como Coordenador do Memorial Zumbi (2016 a 2022), gerindo um dos principais equipamentos de memória e cultura negra da região. Como realizador, é idealizador de iniciativas de grande impacto sociocultural, como o Festival de Curimba do Sul Fluminense e o Prêmio Dandara e Zumbi dos Palmares. Atualmente, consolida sua representatividade política e comunitária atuando como Co-Presidente da Comissão de Terreiros do Sul Fluminense Mojubá e como membro ativo do Conselho Municipal de Política Cultural.

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Realizado por meio de um convênio entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a FUNTEC. A execução operacional das metas detalhadas nos documentos cabe ao Instituto Usina Social (IUS), uma organização da sociedade civil  com vasta experiência em políticas públicas culturais e mobilização social.

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