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Intelectualidade negra e samba se encontram no Méier: 4º Encontro Formativo em Letramento Racial traz Nei Lopes e grandes nomes à Zona Norte

INTELECTUALIDADE NEGRA E SAMBA SE ENCONTRAM NO MÉIER: 4º ENCONTRO FORMATIVO EM LETRAMENTO RACIAL TRAZ NEI LOPES E GRANDES NOMES À ZONA NORTE

RIO DE JANEIRO — No próximo dia 18 de julho, a partir das 16h, a Praça Agripino Grieco, no Méier, vai se transformar no epicentro do pensamento crítico, da salvaguarda da memória e da celebração da cultura afro-brasileira. A tradicional "praça-sala de aula" da Zona Norte carioca recebe o 4º Encontro Formativo em Letramento Racial / Territórios Negros de Memória, Cultura e Reparação: epistemologias afro-brasileiras para a construção da democracia e da justiça racial.

Acesso Gratuito

Com acesso totalmente público e gratuito, o evento promove um diálogo potente entre a produção acadêmica, a gestão pública e os movimentos sociais, tendo como ponto alto o retorno histórico do escritor, compositor e filólogo Nei Lopes ao Méier.

O Território como Patrimônio Vivo e Espaço de Formação

O Encontro Formativo em Letramento Racial consolida-se como um espaço fundamental para a formulação crítica, a produção coletiva de conhecimento e o fortalecimento de políticas de igualdade racial. Ao escolher o Leão Etíope do Méier como sede, a iniciativa reconhece o território suburbano como um patrimônio vivo da memória negra e da organização comunitária da cidade.O evento conta com o apoio e patrocínio integral do Projeto Aquilomba HUB – Rede de Cidadania & Ancestralidade, uma iniciativa nascida do convênio entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a FUNTEC, com execução operacional do Instituto Usina Social (IUS). O apoio reforça o compromisso do projeto em preencher as lacunas de implementação da Lei 10.639/2003 e combater o racismo estrutural através do letramento racial prático.

Mesa de Abertura e Debate sobre Reparação

Após o credenciamento, acolhida dos participantes e uma intervenção cultural de abertura, os debates teóricos tomam forma na Mesa 1: REPARAÇÃO.

O painel reunirá nomes de peso da intelectualidade contemporânea para debater o apagamento histórico e as desigualdades sociopolíticas: 
Antonio Jose do Espirito Santo (Spirito Santo): Intelectual, ex-preso político, artesão e renomado músico pesquisador da cultura afro-brasileira. Criador do Grupo Vissungo e autor do aclamado livro "Do Samba ao Funk do Jordão", Spirito Santo acumula gravações históricas ao lado de Clementina de Jesus e Milton Nascimento.

Dra. Raquel Barreto: Historiadora, doutora pela UFF e pesquisadora de referência internacional no trabalho de Angela Davis e Lélia Gonzalez. Especialista em relações entre visualidade e política, atuou na curadoria de exposições sobre os Panteras Negras no Brasil e na publicação independente das obras de Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento.

Nei Braz Lopes: Advogado de formação, escritor, contista e um dos maiores pensadores da cultura afro-brasileira, que abriu mão da carreira jurídica nos anos 1960 para combater o formalismo e o embranquecimento institucional através da arte, da música e da militância.

O encontro contará ainda com outras duas mesas temáticas, focadas em debater Memória e Políticas Públicas de Igualdade Racial.

O Retorno do Griô: Nei Lopes lança Autobiografia no Subúrbio

Exatamente 11 anos após sua primeira visita ao Leão Etíope do Méier, Nei Lopes — hoje com 84 anos e detentor de uma obra que ultrapassa os 50 livros publicados e 800 composições — volta à Zona Norte para o lançamento de sua aguardada autobiografia: “O ‘Robusto’ Menino de Irajá: Doces Lembranças, Eternas Saudades”.Militante histórico da causa afro-descendente desde os anos 1970, cofundador do Grêmio Recreativo de Arte Negra Quilombo e precursor do pagode de fundo de quintal em parceria com Wilson Moreira, Nei Lopes faz de sua trajetória intelectual uma trincheira de conscientização e afirmação da periferia urbana como polo produtor de cultura e resistência nacional.

Curadoria Musical de Peso e Encerramento

Como o Leão Etíope do Méier é reconhecido pela excelência em suas manifestações artísticas, a curadoria musical do dia traz o cantor e compositor Moyseis Marques e grupo, acompanhados da participação luxuosa e consagrada da instrumentista e sambista Nilze Carvalho. A ambientação sonora, antes e depois das mesas, fica sob a responsabilidade do pesquisador e DJ Gustavo Keno.

O evento é uma realização coletiva e conta também com os agradecimentos especiais aos parceiros
Decanos da Arte Popular, Sub ZN Rio, Hocus Pocus, Magnífica de Faria e Quintal da Ideia, trazendo a identidade visual assinada por @bragga_ffics.

SERVIÇO:
Evento: 4° Encontro Formativo em Letramento Racial / Nei Lopes no Leão
Data: 18 de Julho
Horário: A partir das 16h
Local: Praça Agripino Grieco (Rua Dias da Cruz, s/n - Méier, Rio de Janeiro - RJ)
Entrada: Totalmente franca e aberta ao público.

aquilombahub

Lucas Sporques - Coordenador de Comunicação

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Realizado por meio de um convênio entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a FUNTEC. A execução operacional das metas detalhadas nos documentos cabe ao Instituto Usina Social (IUS), uma organização da sociedade civil  com vasta experiência em políticas públicas culturais e mobilização social.

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